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Adere ao combustível... + barato

26
Set08

DECO/Combustíveis: Associação das Transportadoras Portuguesas adere a protesto

26 de Setembro de 2008, 06:30

 

Lisboa, 26 Set (Lusa) - A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP), criada na sequência da paralisação dos camionistas, em Junho, vai aderir à acção de protesto da DECO contra o aumento do preço dos combustíveis, agendada para sábado.

"Estamos a enviar e-mails aos nossos associados e apelar para que não abasteçam", disse à agência Lusa António Lóios, presidente da mesa da Assembleia Geral da ANTP, acrescentando que a associação decidiu aderir porque o preço dos combustíveis está "muito acima do que devia ser praticado".

"O preço dos combustíveis, que devia ser um factor de competitividade no sector [transporte rodoviário de mercadorias], é muito elevado em Portugal", sublinhou António Loios, sustentando que "o preço do gasóleo devia ter baixado cerca de oito cêntimos".

Segundo as contas da associação, o Estado perde três milhões de euros em Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), devido ao facto dos seus mil associados abastecerem em Espanha, onde os preços são mais baixos.

"As empresas que são nossas associadas estão a consumir gasóleo em Espanha e se abastecessem em Portugal o Estado receberia três milhões de euros em ISP", disse António Loios.

A associação de defesa do consumidor, DECO, organiza no próximo sábado uma jornada nacional de protesto contra o preço dos combustíveis, apelando aos consumidores para não abastecerem os veículos durante todo o dia.

A DECO quer com este protesto que as petrolíferas façam repercutir no preço de venda ao público as reais variações dos preços das matérias-primas.

A ANTP junta-se assim à Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), à Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e à Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN) nesta jornada de protesto

"Vamos aderir ao protesto e estamos solidários com a DECO porque alguém deve estar em cima do preço dos combustíveis, uma vez que a liberalização dos preços também tem um reverso", disse à Lusa o presidente da direcção da ARAN, que representa 75 por cento das empresas de reboque nacionais.

Afirmando que as despesas com os combustíveis representam "quase metade dos custos" dos rebocadores, António Teixeira Lopes realçou que as empresas de reboque nacionais "têm uma margem mínima de rendibilidade".

"Em Espanha os custos dos serviços são muito mais baixos e o custo por quilómetro é quase o dobro", exemplificou.

 

Agência Lusa

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