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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Por momentos

As fábricas fecham, os casais que trabalham nas fábricas abrem falência, famílias abrem falência e a pobreza aumenta, por consequência a criminalidade aumenta, por necessidade os roubos fazem parte do dia-a-dia e portanto restam as questões, "até quando?" e "por quanto tempo?", "o que irá ser de nós nesta crise?", neste flagelo. Por momentos pensámos que vinham dias melhores, pudemos comprar casas decentes, usufruir um pouco de prazeres que nem sonhavamos poder usufruir. Por momentos fomos pessoas e deixamos de ser pobres. Agora estaremos a pagar por esses poucos momentos de prazer?

Por momentos vivemos e descobrimos com um sorriso nos lábios que afinal a vida não é só trabalhar.

Por momentos vivemos e sonhamos e fomos gente.

Agora voltamos a ser apenas sobreviventes, a trabalhar apenas e a ter novamente a noção de que os deveres são o pão de cada de dia e Deus queira que o pão de cada dia não nos falte, pelo menos que não falte aos nossos filhos.

Pelos nossos filhos nenhum sacríficio é grande demais.

Iremos sobreviver.

Paisagemviva


publicado por paisagemviva2 às 08:42

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4 comentários:
De daplanicie a 3 de Fevereiro de 2009 às 13:14
Por vezes já duvido de que a vida não seja só trabalhar, amiga. Pelo menos a minha nada mais é além disso! Mas há quem esteja pior, é a verdade.
Beijinho


De paisagemviva2 a 2 de Março de 2009 às 16:35
Pois, mas não podemos ceder a esses sentimentos e temos que olhar em frente e fazer tudo o que está ao nosso alcance para obter um pouco de prazer que ainda seja possível, só assim tudo isto será suportável.
Bjs

Paisagemviva


De Zé da Burra o Alentejano a 27 de Fevereiro de 2009 às 16:45
Os partidos de esquerda teimam em desculpar com a pobreza e o desemprego. Parece que estar traumatizada dos tempos do fascismo. Esta postura está a desorientar o seu próprio eleitorado natural: os mais pobres que são também os mais desprotegidos face à criminalidade. Assim, os partidos de esquerda têm muita responsabilidade relativamente ao crescimento da extrema direita que tem um discurso bem mais sensato sobre o combate crime. Barack Obama que prometeu ser implacável no combate ao crime e defender ao mesmo tempo os mais desfavorecidos. Não me parece que isso seja incompatível.

Há 50 anos os portugueses eram bem mais pobres do que hoje e a criminalidade violenta era praticamente inexistente. Se mais pobreza implicasse mais criminalidade, então não teria sido assim. As estatísticas nem reflectem a realidade portuguesa porque muitas vítimas já nem se queixam porque se sentem intimidados pela impunidade dos criminosos mesmo que venham a ser capturados, pois ao ficarem em liberdade podem depois vingar-se.

Já há algum tempo um Mayor de Nova Iorque decidiu que não se deveria menosprezar a pequena criminalidade nem os pequenos delitos, porque a sensação de impunidade se instala nos jovens delinquentes, estes vão facilmente progredindo para infracções cada vez mais graves até que a situação se torna incontrolável. Implementou então a célebre "Tolerância Zero" que, como se sabe, deu óptimos resultados, reduzindo num só ano a criminalidade em Nova Iorque em cerca de metade.

A actual política portuguesa de manter na rua os criminosos, mesmo depois de várias reincidências, faz (como dizia o Mayor ) crescer a sensação de impunidade: o criminoso continua com as suas actividades criminais, vai subindo o nível dos seus delitos e serve de exemplo para que outros delinquentes mais jovens sigam o mesmo caminho.

Esta política errada está a atrair ao nosso país a criminalidade europeia, que se apercebe dos nossos cada vez mais "brandos costumes", daí a não ser estranho que quase metade dos condenados sejam estrangeiros.

Dificultar a obtenção de uma licença de porte de arma não tem qualquer efeito sobre os criminosos violentos. Quem acredita que eles tiram uma licença de porte de arma e a compram num armeiro legal? Não! Compram-na nos mercados do submundo do crime e muitas delas são até superiores às das polícias. O tempo em que os delinquentes faziam sobretudo uso de armas furtadas já lá vai, por isso dificultar a obtenção de uma arma legal serve para o criminoso se sentir mais seguro e impede a autodefesa da vítima, que pode sentir arrombarem-lhe a porta e nada poder fazer porque não tem com que se defenda. Há um ditado americano que diz: "mais vale ter uma arma e nunca precisar dela do precisar de uma e não a ter".

Zé da Burra o Alentejano



De paisagemviva2 a 2 de Março de 2009 às 16:39
Eu sei que já houve maior pobreza e até que as pessoas tinham mais alegria na altura, talvez o nosso maior problema seja o excesso de informação do qual vivemos rodeados hoje em dia.
Mas infelizmente as pessoas já não se contentam com pouco e os pequenos prazeres já não parecem importantes. Talvez seja esta a razão da sociedade em que vivemos se encontrar assim, o materialismo é ponto assente e permanente :(
Paisagemviva


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